A ALMA E OS DIFERENTES ESTADOS DO SONO (... CONTINUAÇÃO)
Insistimos também na propriedade misteriosa que tem o sono de fazer–nos senhores, em certos casos, de camadas mais extensas da memória.
A memória normal é precária e restrita, não vai além do círculo estreito da vida presente, do conjunto dos fatos, cujo conhecimento é indispensável por causa do papel que se tem de desempenhar na terra e do fim que se deve alcançar. A memória profunda abrange toda a história do ser desde a sua origem, os seus estágios sucessivos, os seus modos de existência, planetárias ou celestes. Um passado inteiro, feito de recordações e sensações esquecido, ignorado no estado de vigília, está guardado em nós. Esse passado só desperta quando o espírito exterioriza durante o sono natural ou provocado. Uma regra conhecida de todos os experimentadores é que, nos diferentes estados do sono, à medida que se vai ficando à maior distância do estado de vigília e da memória normal, há expansão, dilatação da “memória”.
“O sono de ordinário pode ser considerado como ocupando uma posição que está entre a vida acordada e o sono hipnótico profundo,” "este conceito deve fazer o caro leitor meditar longamente e se possível pesquisar.” “E parece provável que a memória pertencente ao sono ordinário liga–se por um lado à que pertence à vida de vigília e, pelo outro, à que existe no sono hipnótico. Realmente assim é estando os fragmentos da memória do sono ordinário intercalados nas duas cadeias”.
“À proporção que nos vamos elevando na ordem dos fenômenos psíquicos, vão se apresentando com maior clareza, com maior rigor e trazem–nos prova mais decisivas da independência e da sobrevivência do espírito”.
As percepções da alma no sono são de duas espécies. Verificamos primeiramente a visão à distância a clarividência, a lucidez, vem depois um conjunto de fenômenos designados pelos nomes de telepatia e telestesia (sensações à distância).”Para complementação da compreensão deste parágrafo sugerimos a leitura da obra de Leon Denis, O problema do ser, do destino e da dor”.
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