PENTATEUCO KARDEQUIANO

PENTATEUCO  KARDEQUIANO
OBRAS BÁSICAS

quarta-feira, outubro 11, 2006

O QUE SÃO OS SONHOS?

Podemos acreditar nos sonhos?
Depende. Há sonhos e sonhos. Eles derivam quase sempre de nossos reflexos psicológicos, que se ligam às nossas atividades diárias. Os fatos mais marcantes, que nos impressionam vivamente, são naturalmente calcadas para o inconsciente. Desemprego, acidentes, brigas familiares, paixões, vícios mentais, ambições reprimidas, frustrações diversas, retorna, em forma de sonho, em imagens que se confundem, de difícil interpretação.
Os sonhos provocados pelos nossos contatos espirituais, durante o sono, são raríssimos e, na maioria das vezes, enigmáticos, carregados de simbologia e pouco compreensíveis, ao passarem pelos filtros de nossa subconsciência.
Os sonhos, quando devidamente entendidos, podem advir de advertências de nossos benfeitores espirituais, de encontro com familiares, de passagem pelo umbral imposta por obsessões, de visitas aos planos mais elevados...
Os mais autênticos costumam ser os premonitórios que se confirma pelos fatos que correm. Um exemplo disso foi o sonho profético ou premonitório de Abraham Lincoln, que, em 1863, previu sua própria morte, conforme registros históricos, com base nas anotações de seu amigo íntimo Ward Hill Lamari. Disse Lincoln “Há cerca de 10 dias deitei-me muito tarde... e em breve comecei a sonhar. Parecia haver uma quietude de morte à minha volta. Depois ouvi soluços abafados, como se houvesse muita gente a chorar. Levantei-me e descia as escadas.
Lá em baixo o silêncio era quebrado pelo mesmo soluçar impressionante, embora quem quer que chorasse permanecesse invisível. Fui de sala em sala. Não encontrava vivalma, mas continuava a ouvir chorar. Sentia-me confuso e alarmado... resolvido a descobrir a causa de um estado de coisas tão misterioso de desconcertante.
Continuei até chegar à sala leste, onde se me deparou uma terrível surpresa. Em torno de uma urna, na qual jazia um cadáver em traje funerário, um corpo de soldados formava guarda e apinhava-se uma multidão compacta; algumas pessoas olhavam tristemente para o corpo, cujo rosto estava coberto, enquanto outras choravam comovidamente.
- Quem morreu aqui na Casa Branca? – perguntei a um dos soldados.
O presidente – respondeu-me. – foi morto por um assassino.”
Cinco dias após este relato, a 15 de abril, Lincoln foi morto a tiro por John Wilkes Booth, no Teatro Ford, em Washington. O seu corpo foi levado para uma câmara ardente na sala leste da Casa Branca.
O espírita, doutrinariamente educado, deve se prender ao realismo da vida e não às fantasias da maioria esmagadora dos sonhos, encarando-os com naturalidade.
Prender-se às conclusões ou interpretações supersticiosas, representa enorme perda de tempo e atestado de imaturidade.
( Revista “O Espírita” , nº 116, ano XXVI, setembro / dezembro de 2003 )

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