Vamos cantar, saudar
e louvar todas as mães neste mês de maio.
Mães ricas ou pobres,
mães brancas ou de outras raças, mães brasileiras ou estrangeiras, mães de
filhos legítimos ou de filhos adotados.
Já aprendemos, pela
mensagem dos Superiores, que a maternidade é o ato de sublimidade do Espírito. É
quando ele aceita a oferta que Deus lhe faz para que adote um de seus filhos e
o oriente nos caminhos do mundo para fazê-lo melhor. Observem que a mulher na gravidez fica mais bonita, mais cheia de
luz. Afinal, são duas almas que pulsam ao mesmo tempo num só corpo. E mesmo
que não dê à luz o filho, ama-o com a mesma intensidade.
Não podemos esquecer,
porém, que até o amor quando mal direcionado cria problemas. Amar significa
fazer o filho crescer e não apenas carregá-lo no colo. A mãe que em vez de ensinar e estimular o
filho a conseguir desbravar as matas do desconhecimento, simplesmente o poupa
para que não sofra, corre o risco de desencarnar e deixar um filho não apenas
órfão de mãe, mas de competência para seguir a sua vida.
Tem-se escrito, e
muito, que a família é uma instituição que vacila nos dias atuais e é, talvez,
a grande responsável pelos desajustes dos seres humanos. Quando
as raízes são frágeis a planta cresce sem resistência.
E se, além disso, nos
esquecermos de adubá-la, jamais se transformará em planta sadia. O mundo é um
conjunto de famílias. Se as partes são frágeis o todo também será.
Os pais, com destaque
para as mães, pela responsabilidade que é sempre maior delas, estão vivendo
como reféns dos filhos. E isso é mais observado nas classes de melhor situação
financeira, onde abundam os presentes e a tecnologia do lazer, geralmente sob pressão
dos jovens. As casas de melhor poder aquisitivo têm um televisor e um
computador em cada quarto, além de outras parafernálias eletrônicas, sem que os
pais saibam o que os filhos estão vendo ou com quem estão se comunicando por
processos virtuais que acabam por ser reais. Dão-lhes caros celulares e
imaginam que podem rastrear os filhos, eletronicamente.
Há nos dias atuais,
também, a preocupação dos jovens em ser modelo e manequim, trampolim para
chegar à aldeia global como artista de TV. Outros objetivo, agora em
todas as classes, é o fascínio pelo esporte que dá glória, dinheiro e projeção.
Para meninos e meninas. Futebol, voleibol, basquetebol e agora o handebol. Além
de, em escala menor, cantor de música sertaneja ou das bandas de hip-hop e
similares. O grau de permissividade para não contrariar os filhos chegou às
raias do inacreditável. Confiram este episódio, por favor, que nos foi contado
por uma professora de geografia que merece a nossa confiança.
Convidada para uma festa onde se comemoraria
o sucesso no vestibular, certa mãe reuniu
os amigos de sua filha. Mal começou festa e todo mundo começou a cheirar “loló”. Loló, já
sabem, e um composto feito com éter, clorofórmio e perfumes ou essências.
Versão caseira do velho lança-perfume.
A nossa amiga, atônita, chamou a dona da
casa e perguntou-lhe:
-
Você já viu o que está rolando
naquele quarto?
-
É, vi, mas o que você quer que eu
faça?
-
Ora, ponha essa gente toda pra
fora.
-
Mas, eu não posso, são todos
amiguinhos da minha filha.
-
Esta mãe que escolhe para amigos
da sua filha, ou consente que o sejam pessoas dessa espécie, está estimulando a
que a filha também se drogue e não terá o direito de reclamar de nada que possa acontecer no
futuro. Sequer terá o direito de pronunciar a velha frase, “onde foi que eu
errei?” É refém da jovem e nem ousa contrariá-la! São esses jovens que
dirigem bêbados ou drogados e se matam pelas estradas do Brasil, além de matar
também quem não tem nada com isso.
O Livro dos Espíritos, no capítulo sobre a
infância, deixa claro que é um espírito velho que anima a criança, que tem seus
próprios vícios, virtudes, sabedoria, artimanhas e tudo o
mais que caracteriza o ser humano.
Chora sem lágrimas, bate o pé, faz beicinho
e como tudo isso e muito bonitinho, a chantagem fica
facilitada. Vemos pirralhos de dois ou três anos dar verdadeiro baile nos pais
quando querem algo. E conseguem com a maior facilidade porque os pais são fracos. Presenteia-se um filho porque ele passa de
ano e permite-se que um parceiro “ficante” divida com ele a cama do seu quarto,
o que transforma os lares em bordéis. Mas é tudo muito natural, desde que não
se esqueçam de usar o preservativo. Não pode engravidar nem ter AIDS e outras
DST. Com este cuidado, tudo é permitido.
Não estamos deslustrando o mérito de mães
dedicadas, lutadoras e íntegras que existem em
quantidade. Estamos apenas nos prevalecendo do episódio contado pela nossa chocada
professora de geografia, o que é mais comum do que supomos. A instituição familiar é a
célula mais importante da sociedade e se ela for frágil toda estrutura de um país pode ruir como vemos no
retrato da vida atual.
Somente a popularização do Espiritismo pode
fazer com que pais e filhos compreendam que estão no mundo em processo de
crescimento. Os excessos materiais são quase sempre um obstáculo para o
desenvolvimento espiritual porque geram
egoísmo, orgulho, ganância e inveja, entre outros defeitos de maior ou menor
gravidade.
Somente a investida no campo da moral e da
fé pode dar ao ser humano uma motivação sensata para viver, não colocando todas
as suas expectativas nesta encarnação, mas
compreendendo que ela é consequência e preparação da eternidade espiritual de
cada um.
Mãe, não se preocupe se seu filho chorar
porque você disse “não”. Explique o
seu “não” que ele compreenderá e mais tarde lhe agradecerá. Melhor que
ele chore hoje no seu lar a que mais tarde ele e você venham a chorar nos presídios, nos hospitais,
nos manicômios ou nos cemitérios.
Feliz dia das mães é o que desejamos a vocês
diletas genitoras que conhecem bem a tarefa que Deus lhe
confiou.
E às outras, que Deus lhes dê um pouco de
juízo”
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