JOSÉ HERCULANO PIRES
ANTROPOCENTRISMO
Esses fatos puseram
por terra as teorias cartesianas sobre o animal-máquina, movido apenas por
instintos, e as doutrinas religiosas que atribuem alma exclusivamente aos seres
humanos. Esse antropocentrismo, bem ao gosto da vaidade dos homens, já foi
também abalado pelas pesquisas da Psicologia Animal e pelas
pesquisas parapsicológicas. Com isso, reafirma-se o princípio espírita da evolução geral dos seres através
das espécies, sustentadas por Roussell Wallace, o cientista inglês que se opôs ao
materialismo das teorias de Darwin. Resultados de
pesquisas e fatos espontâneos demonstram que a lógica da natureza é superior à lógica pretensiosa
dos homens. ( Ref. 5, p. 117 )
ANTROPOMORFISMO
O antropomorfismo se revela por duas formas, que tanto podem ser
sucessivas como simultâneas, o que é difícil precisar. Admitindo que sejam
sucessivas, podemos citar como primeira forma a vital, ou seja, aquela em que o
homem primitivo projeta nas coisas o seu sentimento vital, dando vidas às
coisas inanimadas. A segunda forma é a
volitiva, esse “segundo grau do antropomorfismo”, de acordo com Murphy, em que
o homem projeta também a sua vontade, e por isso mesmo personaliza as coisas. Neste
grau já nos defrontamos com o
desenvolvimento do animismo, a fase em que o homem vai dar não apenas vida e
vontade aos objetos e coisas, mas a sua própria alma.
[...] A tese espírita nos mostra que o processo do antropomorfismo é
auxiliado pelos
fenômenos mediúnicos. ( Ref. 11, p. 21
)
A persistência do
antropomorfismo e do animismo, nas próprias elites culturais da atualidade, demonstra que neles havia
alguma coisa além da simples projeção do homem nas coisas. Essa “alguma
coisa”, como já vimos, é a presença dos “agentes espirituais”, atuando
incessantemente sobre o homem e as comunidades humanas, em todas as fases da
pré-história e da história. ( Ref. 11, p. 22 )
Referência
5 – Educação
para a morte – 5. ed. – Editora Espírita Correio Fraterno do ABC
11 – O Espírito e o tempo – 7. ed. – EDICEL
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