PENTATEUCO KARDEQUIANO

PENTATEUCO  KARDEQUIANO
OBRAS BÁSICAS

sábado, setembro 30, 2006

MEDIUNIDADE

"Todo aquele que sente, num grau qualquer, a influência dos Espíritos é, por esse fato, médium...”
Avançando em seus apontamentos o mestre lionês elucida:
"...Essa faculdade é inerente ao homem; não se constitui, portanto, privilégio exclusivo. Por isso mesmo, raras são as pessoas que dela não possuem alguns rudimentos. Pode, pois, dizer-se que todos são, mais ou menos, médiuns. Todavia, usualmente, assim só se classificam aqueles em quem a faculdade mediúnica se mostra bem caracterizada e se traduz por efeitos patentes, de certa intensidade, o que então depende de uma organização mais ou menos sensitiva..."
Vejamos as lúcidas palavras de Santo Agostinho e São Luiz, na questão 495 de O Livro dos Espíritos: “Não receeis afadigar-nos com as vossas perguntas: ao contrário, procurai sempre estar em relação conosco. Sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações de cada um com o seu Espírito familiar que fazem sejam médiuns todos os homens”. A tais palavras mais tarde, o Espírito Channing, nas Dissertações do cap. XXXI de O Livro dos Médiuns, aditaria:
"Escutai essa voz interior, esse bom gênio que incessantemente vos fala e chegareis a ouvir o vosso anjo guardião...Repito: a voz interior que vos fala ao coração é a dos Bons Espíritos e é desse ponto de vista que todos são médiuns”.
Kardec conclui a sua belíssima definição sobre os médiuns, afirmando: “...È de notar-se, além disso, que essa faculdade não se revela da mesma maneira em todos. Geralmente, os médiuns têm uma aptidão especial para os fenômenos desta ou daquela ordem, donde resulta que formam tantas variedades, quantas são as espécies de manifestações”.
Se a mediunidade se mostra variada no tocante à intensidade, ainda mais diversificada se revela sob o aspecto das formas, modalidades e tipos de fenômenos que propicia. Paulo dizia: "Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito". Ora, investido o médium de determinadas características e apto para certas mediunidades jamais conseguirá reduzir outras se a sua natureza não o permitir. Assim sendo, a especificidade de cada médium faz com que não existam médiuns nem mediunidades iguais.
Um outro dado que se pode inferir da definição de Kardec é a natureza orgânica da mediunidade. Quando isto se afirma não se pretende alijar o espírito ou colocá-lo à margem do processo mediúnico. Porventura não dependem as estruturas psicobiofísicas do homem da sua realidade espiritual? Com a mediunidade se dá o mesmo; ela é uma faculdade do espírito que se define e se delineia nas estruturas do Perispírito para emergir na organização física onde está plantada. Imprescindível, portanto, organizações perispiritual e celular compatíveis a fim de que a mesma se manifeste como fenômeno. Semelhantes organizações, o próprio trabalho mediúnico as desenvolve e aprimora, podendo-se afirmar que a mediunidade é, além do mais, evolutiva. (Adaptação do texto da Revista "Presença Espírita ", set./out. de 1992).


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