PENTATEUCO KARDEQUIANO

PENTATEUCO  KARDEQUIANO
OBRAS BÁSICAS

segunda-feira, julho 31, 2006

MEDIUNIDADE CAPTATIVA E RECEPTIVA - DR. JORGE ANDRÉA DOS SANTOS

MEDIUNIDADE CAPTATIVA

Com as suas vivências e pesquisas, diante de uma incontestável mediunidade intuitiva, que podemos nomear de método captativo, chegou ( Jung ) a ponto de confessar que“inconsciente” e “país de mortos” são sinônimos. ( Ref. 11, p. 40 )
A mediunidade captativa, como o nome está a dizer, é a fenomenologia psíquica na qual o sensível ou médium, nas suas projeções de ondas mentais, consegue atingir campos espirituais mais desenvolvidos do que o seu e, de lá, retirar idéias-imagens, símbolos ou mesmo grupo de pensamentos. Tudo isso por uma questão de sintonia, que poderá canalizar-se até o médium pelas suas próprias correntes emissoras de pensamento, inserindo-se, mais comumente, na zona inconsciente. ( Ref. 12, p. 117 )
Assim chamamos de mediunidade captativa quando existe uma captação, uma busca, tal qual acontece com a variedade intuitiva. Por captação, o fenômeno desponta na percepção do médium como se fora uma inspiração. ( Ref. 16, p. 126 )
No segundo caso, onde o médium exerceria, pela sua vontade, uma espécie de procura sobre as condições de seus porquês, ele impõe, mesmo de modo inconsciente, forte carga afetivo-emocional, o que propiciaria alargamento e ampliação de suas antenas mediúnicas ( campo de irradiação perispiritual ). Com isso, passaria a trafegar nas correntes superiores de pensamento, buscando idéias mais precisas na definição de suas inquirições. Neste caso, teríamos a outra variedade mediúnica que poderíamos denominar de mediunidade captativa.
No mecanismo captativo, o processo é sintético. No processo captativo, a intuição. ( Ref. 18. p. 123 )

MEDIUNIDADE RECEPTIVA

Quando o médium é mais passivo, havendo como que uma imposição do fenômeno, a variedade poderá ser rotulada de mediunidade receptiva. É o caso do desencarnado como que impondo a sua proposta diante da atitude harmônica e passiva do médium.( Ref. 16, p. 126 )
Na mediunidade de incorporação, a irradiação da entidade espiritual que se comunica é bem mais ativa do que a posição do médium que se torna mais passiva. Esta condição pode ser denominada de mediunidade receptiva – o médium com sua passividade recebe o que lhe é imposto pelo comunicante.
No mecanismo receptivo prepondera o processo analítico, o intelecto. ( Ref. 17, p. 124 )
Na mediunidade de incorporação, a irradiação da entidade espiritual que se comunica é bem mais ativa do que a posição do médium, que se torna mais passiva. Esta condição pode ser denominada de mediunidade receptiva – o médium com sua passividade recebe o que lhe e imposto pelo comunicante.
No mecanismo receptivo prepondera o processo analítico. No processo receptivo, o intelecto. ( Ref. 18. p. 123 )
Não seria um processo mediúnico conhecido como de mediunidade receptiva, onde o ser recebe o que lhe oferecem; mas, um tipo de sensibilidade mediúnica captativa, onde o ser vai captar, pelo impulso anímico que consigo carrega, sem as mensurações da zona consciente, vibrações superiores. ( Ref. 19, p. 84 )
REFERÊNCIA:
11. Lastro Espiritual nos Fatos Científicos. Editora Societo Lorenz, Rio, 1989, 1ª edição.
12. Nos Alicerces do Inconsciente. Editora Caminho da Libertação, Rio, 1973, 1ª edição. 1980, 2ª edição.
16. Psicologia Espírita II. Editora Societo Lorenz, Petrópolis, 1991, 1ª edição.
17. Psiquismo: Fonte da Vida. Editora Cultural Espírita Edicel Ltda, 1ª edição, 1995.
18. Segredos do Espírito: Zona do Inconsciente. Editora Cultural Espírita Edicel Ltda, 3ª edição, 2002.
19. Visão Espírita nas Distonias Mentais. F. E. B., 1990, 1ª edição.

CONSOLADOR, ESPÍRITO DE VERDADE


CONSOLADOR, ESPÍRITO DE VERDADE

“ O Consolador, Espírito de Verdade, é um Espírito, uma equipe, o próprio Cristo, ou a Doutrina Espírita ? ”

1. É um Espírito quando, no dia 25 de março de 1856, na casa do Sr Baudin, tendo por médium a Srtª Baudin, em resposta à pergunta formulada por Kardec “Consentirás dizer-me quem és ? ”, escreve: “ Para ti chamar-me-ei Verdade e todos os meses, aqui, durante um quarto de hora, estarei à tua disposição ”. ( “Obras Póstumas” – a minha primeira iniciação no espiritismo – Meu guia espiritual )
2. É também um Espírito quando assina as mensagens que psicografou e que o Codificador transcreve no prefácio e nas “Instruções dos Espíritos” nos capítulos VI e XX de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
3. Representa uma equipe quando faz referências à falange que, sob sua supervisão, e da qual Kardec faz parte, atuou na obra da Codificação.
4. Pode ser, eventualmente, o próprio Cristo, coordenador maior, em todo o nosso orbe, do planejamento das revelações espirituais, como dá a entender o conteúdo das mensagens 5 e 7 contidas no capítulo VI de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”.
5. Constitui, ainda, a Doutrina Espírita, nas palavras do próprio Kardec: “O Consolador é, pois, segundo o pensamento de Jesus, a personificação de uma doutrina soberanamente consoladora, cujo inspirador há de ser o Espírito de Verdade.” ( “A Gênese”, capítulo XVII, nº 39 )

( Reformador – Abril de 2001 – Editorial )

sexta-feira, julho 21, 2006

ANALISEMOS O CASO À LUZ DO ESPIRITISMO - EUTANÁSIA
Prática, sem amparo legal, pela qual se busca abreviar, sem dor ou sofrimento, a vida de um doente reconhecidamente incurável.
Podemos considerar como eutanásia a morte aplicada a uma pessoa portadora de doença incurável ou sobremaneira penosa, ou o desligamento de aparelhos que mantinham artificialmente a vida vegetativa de pacientes terminais.
É a chamada morte misericordiosa ou piedosa, porque sua finalidade seria terminar com o sofrimento dessas criaturas.
Essa polêmica questão foi submetida ao Espírito São Luiz por Allan Kardec, da seguinte forma:
Um homem está agonizante, presa de cruéis sofrimentos. Sabe-se que seu estado é desesperador.
Será lícito pouparem-se-lhe alguns instantes de angústias, apressando-se-lhe o fim ?
( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap V, nº 28 )
“Quem vos daria o direito de prejulgar os desígnios de Deus ? Não pode ele conduzir o homem até a borda do fosso, para daí o retirar, a fim de fazê-lo voltar a si e alimentar idéias diversas das que tinha ? Ainda que haja chegado ao último extremo um moribundo, ninguém pode afirmar com segurança que lhe haja soado a hora derradeira. A Ciência não se terá enganado nunca em suas previsões ? “Sei bem haver casos que se podem, com razão, considerar desesperadores; mas, se não há nenhuma esperança fundada de um regresso definitivo à vida e à saúde, existe a possibilidade, atestada por inúmeros exemplos, de doentes, no momento mesmo de exalar o último suspiro, reanimar-se e recobrar por alguns instantes as faculdades ! Pois bem: essa hora de graça que lhe é concedida, pode ser-lhe de grande importância. Desconheceis as reflexões que seu espírito poderá fazer nas convulsões da agonia, quantos tormentos lhe pode poupar um relâmpago de arrependimento.” “O materialista, que apenas vê o corpo e em nenhuma conta tem a alma, é inapto a compreender essas coisas: o espírita, porém, que já sabe o que se passa no além-túmulo, conhece o valor de um último pensamento.” “Minorai os derradeiros sofrimentos, quanto o puderdes; mas, guardai-vos de abreviar a vida, ainda que de um minuto, porque esse minuto pode evitar muitas lágrimas no futuro.”
Entretanto, a leitura do texto acima transcrito revela que, no Território da Austrália do Norte, embora com o nome de eutanásia voluntária, na verdade ocorreu a legalização de uma forma camuflada de suicídio, como veremos em seguida.

SUICÍDIO EUTANÁSICO – Podemos chamar de suicídio eutanásico a conduta da pessoa que, presa de cruéis sofrimentos decorrentes de enfermidade penosa e incurável, resolve acabar com a própria vida, ainda que seja continuamente assistida por um médico.
Foi o que aconteceu no caso em exame. Com efeito, o paciente Bob Dent, com 66 anos de idade e portador de câncer na próstata, resolveu fazer uso desse “direito” de morrer. De acordo com a lei vigente, obteve as três assinaturas necessárias – do seu próprio médico, de um especialista em câncer e de um psiquiatra -, o que demonstra que ele estava no seu juízo perfeito e teve nove dias para refletir sobre a sua decisão. Mantida esta, na presença da mulher e do médico que o assistiu durante todo o procedimento, respondeu positivamente por três vezes à indagação do “programa de computador para a autolibertação”, o qual liberou a aplicação do medicamento que determinou a sua morte em poucos minutos.
Este tipo de conduta foi assim analisada por Allan Kardec e pelos Espíritos Superiores:
Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de
alguns instantes os sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte ?
( Livro dos Espíritos nº 953 )
É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, malgrado as aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento ?”
Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; Mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes. “É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.” Quais, nesse caso, as conseqüências de tal ato ?
“Uma expiação proporcionada, como sempre à gravidade de acordo com as circunstâncias.”
CONCLUSÃO - Na reportagem em análise, notamos a posição de juristas, médicos e religiosos sobre a chamada eutanásia voluntária, mas nenhum deles opinou acerca da situação do Espírito do paciente após a morte do corpo físico. E nem poderiam fazê-lo, porquanto a ciência não se preocupa com a alma humana, que não pode ser objeto de suas investigações, enquanto que as religiões, obscurecidas pelos dogmas, não chegaram até hoje a um consenso sobre a realidade do além túmulo.
Sendo assim, resta ao Espiritismo explicar as conseqüências legais, físicas, psíquicas, perispirituais e espirituais do uso do livre-arbítrio em todos os nossos pensamentos e atos em geral, e, nesse caso específico da eutanásia e do suicídio eutanásico.
Como muito bem explicam os Espíritas, o homem deve submeter-se com resignação à vontade do Criador. Entrementes, poderá, se quiser, tomar outro caminho, mas nesse caso arcará inevitavelmente com as conseqüências, as quais ficarão subordinadas à intenção, isto é, ao verdadeiro motivo que levou a tomar esta ou aquela decisão.
É em suma, o corolário do princípio de que a cada um será dado de acordo com as suas obras, assim aqui no mundo físico, como no plano espiritual !
Para finalizar, lembramos o seguinte caso, ocorrido na frança. Conta-nos Estácio Lima, lembrado por Flamínio Fávero , que uma linda criança, filha de um médico, estava acometido de difteria e já encontrava-se com fenômenos asfíxicos, com cianose e sinais de morte evidente, máxime porque a mortalidade por essa doença atingia a cifra de 99% ! Consultara o pai, desesperado, médicos de Paris e não obteve nenhuma resposta. Amargurava-lhe o coração ver o padecimento e a ansiedade da menina. Assim motivado, ministrou na filha uma forte injeção de ópio para aliviar a dor e produzir o desenlace. Depois do sepultamento, o pranto, a saudade infinita, e a sensação amarga de um dever bem cumprido. Porém, eis que chega um telegrama urgente: “Roux descobre soro antidiftérico; aguarde remessa.” Tarde demais. É o grito patético contra a eutanásia, que parte do remorso de um pai, médico !
( Revista Internacional de Espiritismo - Outubro de l996)

domingo, julho 09, 2006

O TRABALHADOR ESPÍRITA


Tendo por parâmetro os princípios básicos da Doutrina Espírita, que norteiam a sua prática, e por roteiros seus ensinos morais, o trabalhador espírita:

a) Compreende a importância da Doutrina Espírita e os benefícios que ela traz para a Humanidade em geral e para o homem em particular.
b) Empenha-se em servir na tarefa de promover o estudo, a difusão e a prática do Espiritismo, de forma espontânea, voluntária, consciente e gratuita.
c) Procura conhecer e estudar, de forma aprofundada, os ensinos fundamentais da Doutrina Espírita, contidos nas obras da Codificação Kardequiana, que servem de diretriz para o seu trabalho.
d) Compreende e respeita as diferenças de entendimento que possam existir entre companheiros e instituições; destaca, cultiva e valoriza os pontos afins existentes no trabalho em conjunto; e fortalece os laços de união pela prática da fraternidade autêntica, para que o trabalho de difusão da Doutrina seja feito sem retardamento.
e) Observa que a união fraternal dos trabalhadores é fundamental para sustentação da Casa Espírita onde trabalham; e que a união das Casas Espíritas é fundamental para o trabalho que visa colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de toda a Humanidade.
f) Observa que, no desempenho das atividades espíritas, o servidor espírita estará sempre do serviço do Cristo,e sob a orientação dos Espíritos Superiores.
g) Compreende que a tarefa básica do trabalhador espírita é a de promover a Doutrina Espírita, com humildade, desinteresse e sem outro propósito que não seja a prática da Caridade.
h) Observa que a sua participação no trabalho de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita, em beneficio de toda a Humanidade contribui com o trabalho do seu próprio aprimoramento.
i) Participa do trabalho espírita com o único propósito de servir, assumindo com boa vontade e responsabilidade as tarefas que lhe forem confiadas, sem exigir, sem esperar e sem condicionar sua participação a atribuições específicas, a cargos, a funções ou a posições de destaque pessoal.
j) Avalia permanentemente, o seu próprio trabalho, verificando:
- se está sendo fiel aos princípios da Doutrina Espírita contidos nas obras básicas de Allan Kardec;
- se está correspondendo aos investimentos, tanto espirituais como materiais, realizados pela providência divina em seu favor.
k) Procura colocar em prática o lema vivido por Allan Kardec: “Trabalho, solidariedade e tolerância”.
( Extraído de “Preparação de Trabalhadores para as Atividades espíritas”, C. E. I., p. 50 )

CHICO XAVIER MATERIALIZADO

O médium Francisco Cândido Xavier, nascido em Pedro Leopoldo, Minas Gerais, em 02 de abril de 1910, desencarnou no dia 30 de junho de 2002, em Uberaba, onde viveu parte da sua vida dedicada ao bem e ao exercício da mediunidade com Jesus.
Pude constatar a prova da superioridade moral de Chico Xavier ao participar de uma reunião de efeitos físicos, no Grupo Espirítica Dias da Cruz, em Caratinga, em Minas Gerais, em 1975, para tratamento das coronárias. Nessas reuniões, os Espíritos se materializavam por intermédio do ectoplasma fornecido pelo médium Antônio Salles, onde centenas de pessoas foram operadas, tratadas e curadas gratuitamente.
Numa delas, fui abraçado por Chico Xavier materializado, constatando que ao seu lado encontrava-se seu guia espiritual Emmanuel, materializado também. Ao fim de sua visita, ouvimos a voz do Espírito Bezerra de Menezes dizendo: “Chico, está na hora de nós irmos embora”. Confirmei o fato pessoalmente com ele aqui no Rio, numa visita à Fundação Marieta Gaio. É importante esclarecer que o corpo de Chico Xavier repousava em Uberaba, e neste mesmo momento, a sua aparição tangível apresentou-se em Caratinga, a 700 Km de distância. Essa faculdade mediúnica, a bicorporeidade, era a mesma de Santo Antônio de Pádua. Conta-se que Antônio de Pádua pregava na Itália quando adormeceu. Na mesma ocasião, surgiu em Portugal para defender seu pai, injustamente acusado de assassinato. Esse fato também motivou a sua canonização.
Santo Afonso de Liguóri, o fundador da Congregação Redentorista, também foi canonizado antes do tempo previsto, por ter sido visto durante a sua vida terrena em dois lugares diversos ao mesmo tempo: em sua cela de sacerdote e assistindo o papa, em processo de desencarnação no Vaticano, o que passou como milagre para a igreja. Os fenômenos da bicorporeidade de Santo Antônio de Pádua, de Santo Afonso de Liguóri e de Chico Xavier se deram pelo fato de, por suas virtudes, desmaterializarem-se completamente das coisas do mundo, elevando suas almas para Deus.
Chico Xavier foi um homem de bem. Por isso, a Câmara dos Deputados promoverá uma sessão solene em homenagem ao cidadão Francisco Cândido Xavier, na próxima quinta-feira, dia 26, às 09.30 horas.

Gerson Monteiro, presidente da União das Sociedades Espíritas do Estado do Rio de janeiro.

DOUTRINAÇÃO - Divaldo Franco responde

Divaldo Franco responde.
Texto extraído do livro “Qualidade na prática mediúnica” – Projeto Manuel Philomeno de Miranda – Ed. LealMansão do Caminho - “2ª Parte: Divaldo Franco Responde”
DOUTRINAÇÃO
Pergunta: Qual o requisito para ser um bom doutrinador e como se conduzir no exercício dessa função?
Divaldo Franco: Para alguém ser um bom doutrinador não basta ter boa vontade. Recordo-me que, quando estava muito em voga o termo boa vontade, um Espírito escreveu pela psicografia o seguinte: - A boa vontade não basta. Já afirmava Goethe que “não pode haver nada pior de que um indivíduo com grande dose de boa vontade mas sem discernimento de ação.” – Acontece que a pessoa de boa vontade, não sabendo desempenhar a função a contento, termina fazendo uma confusão terrível. Não é suficiente ter apenas boa vontade, mas saber desempenhar a função. É melhor uma pessoa com má vontade que saiba fazer corretamente a tarefa do que outra de boa vontade que não sabe agir. Aliando-se as duas qualidades o resultado será mais positivo.
O médium doutrinador, que é também um indivíduo suscetível à influência dos Espíritos, pode desajustar-se no momento da doutrinação, passando a sintonizar com a Entidade comunicante e não com o seu Mentor e, ao perturbar-se, perde a boa direção mental ficando a dizer palavras a esmo.
Observa-se, às vezes, mesmo em reuniões sérias, que muitos companheiros excelentes, ao invés de serem objetivos, fazem verdadeiros discursos no atendimento aos Espíritos sofredores, referindo-se a detalhes que não têm nada com o problema do comunicante.
Não é necessário ser um técnico, um especialista, para desempenhar a função de doutrinador. Porém, é preciso não abdicar do bom senso.
Deste modo, quando o Espírito incorporar, cabe ao doutrinador acercar-se do médium e escutá-lo para avaliar o de que ele necessita. Não é recomendável falar-se antes do comunicante procurando adivinhar aquilo que o aflige. A técnica ideal, portanto, é ouvir-se o que o Espírito tem a dizer, para depois orientá-lo, de acordo com o que ele diga, sempre num posicionamento de conselheiro e nunca de um discutidor. Procurar ser conciso, porque alguém em perturbação não entende muito do assunto que seu interlocutor está falando.
Torna-se imprescindível que o doutrinador ausculte a problemática da Entidade. Por exemplo: o médium está em estertor e não consegue dizer nada. O doutrinador aproxima-se e pergunta com delicadeza: - Qual é o seu problema ou dificuldade? Estamos aqui para lhe ser úteis. Você já percebeu porque foi trazido a este local? Qual a razão de encontrar-se tão inquieto?
A Entidade retruca: - Eu estou com raiva!
E o doutrinador: - Você já percebeu o quanto a raiva é prejudicial para a pessoa que a está sentindo?
- Pois eu odeio.
- Mas, tudo nos ensina a amar. Procure superar esse sentimento destruidor.
O comunicante deve ser encaminhado ao autodescobrimento. Não adianta falar-lhe sobre pontos doutrinários, porque ele não se interessa. Vamos ilustrar: Chega uma pessoa com dor de cabeça e aconselha-se: - Tome um analgésico, descanse, depois vamos conversar. – Isto significa dar o remédio específico para o problema do paciente.
No atendimento mediúnico o doutrinador deve ser breve, porque nas discussões infindáveis e nas doutrinações que não acabam nunca, o medianeiro se desgasta excessivamente, e o que se deve fazer é preservá-lo ao máximo.

quinta-feira, julho 06, 2006

CHOQUE ANÍMICO - LOUCURA E OBSESSÃO - DIVALDO PEREIRA FRANCO - PELO ESPÍRITO MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA, F E B, 3ª ED, PÁGINA 134

CAPÍTULO 11 - TÉCNICAS DE LIBERTAÇÃO

( ... ) Outrossim, atendemos os hóspedes psíquicos de alguns dos nossos freqüentadores habituais e necessitados de várias procedência que nos são trazidos por cooperadores dedicados à assistência direta e aos que conseguem sensibilizar, retirando-os da ociosidade ou da exploração viciosa aos semelhantes ainda domiciliados no corpo físico. Aplicamos-lhes o choque anímico, antes de serem tomadas outras providências.
- Choque anímico ? ! – interroguei, admirado.
- “Não se surpreenda o amigo Miranda. Da mesma forma que, na terapia do eletrochoque aplicada a pacientes mentais, os Espíritos que se lhes imantam recebem a carga de eletricidade, deslocando-se com certa violência dos seus hospedeiros, aqui o aplicamos, através da psicofonia atormentada, que preferimos utilizar com o nome de incorporação, por parecer-nos mais compatível com o tipo de tratamento empregado, e colhemos resultados equivalentes.
“Não ignora o amigo que, do mesmo modo que o médium, pelo perispírito, absorve as energias dos comunicantes espirituais que, no caso de estarem em sofrimento, perturbação ou desespero, de imediato experimenta melhora no estado geral, por diminuir-lhes a carga vibratória prejudicial, a recíproca é verdadeira... Trazido o Espírito rebelde ou malfazejo ao fenômeno da incorporação o perispírito do médium transmite-lhe alta carga fluídica animal, chamemo-la assim, que bem comandada aturde-o, fá-lo quebrar algemas e mudar a maneira de pensar...
“E não se trata de violência, como a pessoas precipitadas pode parecer. É um expediente de emergência para os auxiliar, pois que os nossos propósitos não são os de socorrer apenas as criaturas humanas, sem preocupação com os seus acompanhantes espirituais. A caridade é uma estrada de duas mãos: ida e volta.”
Após ligeira reflexão, voltou a explicar:
- “Consideremos o médium como sendo um ímã e os Espíritos, em determinada faixa vibratória, na condição de limalhas de ferro, que lhe sofrem a atração, e após se fixarem, permanecem, por algum tempo, com a imantação de que foram objeto. Do mesmo modo, os sofredores, atraídos pela irradiação do médium, absorvem-lhe a energia fluídica, com possibilidade de demorar-se por ela impregnados. Sob essa ação, a teimosia rebelde, a ostensiva maldade e o contínuo ódio diminuem, permitindo que o receio se lhes instale no sentimento, tornando-os maleáveis às orientações e mais acessíveis a condução para o bem. Qual ocorre na Terra, com determinada súcia de poltrões ou de delinqüentes, a ação da polícia inspira-lhes mais respeito do que a honorabilidade de uma personagem de consideração.